quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ainda o...teatro

Dizia ...como gostava das cegadas! Pois hoje digo, como gosto, do teatro ,dos actores e actrizes. Na peça "A Cidade" o conjunto enorme de actores revelaram uma tal segurança, destreza, versatilidade na representação dos diversos papéis que foram desempenhando que fiquei impressionda. A entrega à personagem, o domínio do palco tocou-me. Senti-me, sentadinha no meu lugar, que eles ali eram os senhores, eles ali é que orientavam os meus pensamentos e emoções. Eles conseguiram levar-me com eles. É por isso que gosto tanto de teatro. Ali eu participei nas intrigas, enredos, risos,sarcarmos que Aristófanes quis há 2.500 anos pôr em palco e que Luís Miguel Sintra soube tão bem transferir para os dias de hoje.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cegadas

 Que bom ainda há cegadas!
Quando era miúda o que alvoraçava a pacatez das ruas da terra dos meus avós nestes dias de carnaval, era a chegada das cegadas! Passava de boca em boca que no largo tinha chegado uma cegada. E era ver a corrida.
Miúdos,mulheres,homens, pernetas, tudo ia de rompante para ver a cegada. Era uma graça ver um conjunto de trapalhões,os noivos e seus convidados todos em cortejo para serem apadrinhados. A noiva ia sempre de grande barrigaça e as graçolas caiam como facas. Aproveitava -se o ensejo para em tempo de censura abrir a boca e lançar as críticas, os remoques não só aos  que nos governavam e  mas também àqueles  que  na terra  se haviam destacado pelo ridiculo ou pela altivez. As últimas cegadas que vi já foram há muitos anos, 25 anos talvez, na aldeia do Penedo na Serra de Sintra. Continuarão a existir?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval no S.Luís -A cidade

Aristófanes
(Atenas, 450 a. C.? - 385? a. C.)
Comediógrafo grego. É considerado o mais brilhante autor de comédias da literatura grega.
São poucos os dados que temos da sua vida. Da sua obra depreende-se que é homem de grande cultura literária e artística e que menospreza a ignorância e a rudeza. Intervém nas lutas e polémicas de Atenas a favor do partido aristocrático, serve-se do teatro como campo de batalha. Conservador nos seus gostos e na sua atitude política, Aristófanes transporta para o teatro as questões sociais, políticas, artísticas e religiosas da Atenas da sua época, critica com dureza e humor satírico as novidades que considera demagógicas e inoportunas. Dirige a sua enorme capacidade satírica contra os renovadores do pensamento, como Sócrates, e contra todos os inovadores do teatro, como Eurípides, que ataca pelas suas ideias democráticas. No decurso da guerra do Peloponeso, Esparta derrota Atenas. Esta situação favorece o partido aristocrático, que se instala no poder, mas a liberdade de expressão desaparece, o que modifica a atitude de Aristófanes como escritor dado que o impede que trate em cena temas políticos da actualidade. Este facto histórico determina a divisão das suas obras em dois grandes grupos: as escritas antes e depois do referido facto. Goza da estima do público e ganha em diversas ocasiões o concurso anual de teatro, mas nem sempre as suas obras têm êxito. Chegam até aos nossos dias onze comédias inteiras, além de um milhar de fragmentos.

A Cidade - Uma adaptação  de várias peças deste autor com uma encenação de Luis Miguel Sintra,muito criativa. Um prazer enorme ir ao teatro e regalar os olhos, ouvidos e o intelecto e... divertir-me !

( será que reinaugurei a minha pequena escrita!!!!?????)

sábado, 21 de novembro de 2009

Um dia especial!



Todos os dias  salpicadas pela frescura e ternura da amizade estarão sempre viçosas!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muros...património!



Na minha terra também há muros...também dividem. Construídos há cerca de cem anos deveriam hoje ser objecto de cuidados de manutenção e não do seu derrube. Eles ilustram uma forma de construção e uso de materiais que já fazem parte de um tempo histórico em que eram artistas aqueles que os erguiam.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Paula Rego versus Jeronymus Bosh



 De novo na Casa das Histórias e  olhando a loucura vivencial dos quadros da Paula Rego lembrei-me de Bosh....ambos retratam um mundo às avessas, desiquilibrado, desorientado ,um mundo arrepiante, agressivo, coloridamente enganador, mas viscosamente repelente.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Suprematismo - estranho não é?




Movimento artístico em que se trata de romper com a idéia de imitação da natureza, com as formas ilusionistas, com a luz e a cor naturalistas - experimentadas pelo Impressionismo - e com qualquer referência ao mundo objetivo, que o Cubismo de certa forma ainda alimentava. Malevich ainda fala em "realismo", e o faz a partir das sugestões do místico e matemático russo P.D. Ouspensky, que defende haver por trás do mundo visível um outro mundo, uma espécie de quarta dimensão, além das três a que nossos sentidos têm acesso. O Suprematismo representaria essa realidade, esse "mundo não-objetivo", referido a uma ordem superior de relação entre os fenômenos - uma forma de "energia espiritual abstrata" -, que é invisível mas nem por isso menos real.

A partir de 1915, o Suprematismo de Malevitch e o Construtivismo de Tatlin serão as duas grandes correntes da vanguarda ideológica e revolucionária russa, liderada por Mayakovsky e oficialmente apoiada pelo comissário para a instrução do governo de Lênin, Lunacharsky[2].