sábado, 19 de setembro de 2009

A retoma...no paredão!


Depois do pé ante pé, cuidadoso, o mesmo espectáculo de sempre …o mar!
Uma manhã soberba. O Outono espelha-se no mar e dá às rochas uns tons castanhos e verdes que se misturam com os azuis das ondas e do céu. Umas velas brancas e um barco vermelhinho deixam sulcos prateados no seu rasto. Há um perfume a maresia que se exala da relva marinha que cobre as rochas. Uma brisa traz o guincho de uma gaivota que procura o seu manjar. E a embalar a manhã a música suave do Jonas acompanha-me na leitura fresca, intensa e envolvente do Manuel Alegre


Depois caio na real… e embato na obra do dinheiro ,do cimento ,da corrupção…o novo Estoril –Sol Residence… que irá ajudar os pobrezinhos ,pois sem os ricos que seria deles!!!!




Pelo caminho, uns salpicos de arte –A Artemar ,tenta apagar os rasgões de indisposição gerados pelo mostrengo anterior…is sem os ricos o que seria deles!!!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

LANZAROTE
O azul ondulante do mar e os fiapos esbranquiçados céu contrastam intensamente com a estranha aridez da terra, umas vezes negra outras vermelha e alaranjada







Percorrer esta ilha é encontrar diversos motivos de surpresa e encanto...

Lanzarote, Ilhas Canárias | Reportagem de viagens a Lanzarote

Lanzarote, Ilhas Canárias Reportagem de viagens a Lanzarote

Filmar a...violência

Comprazer-se na violência..? Ná...! Brincar com a crueldade? Puf...!
A cabeça sai tão cheia de ...nada! Tão pesada...de ódio! Jogar com a morte como um jogo de crianças mal comportadas? Não...! Não!

Olá gente!


O regresso...


Sem rotina...como é? Descobrir a vida num raio de sol que atravessa a folhagem numa manhã clara ? Ouvir o som do trabalho que gera a energia criadora da vida? Definir percursos estimulantes? Uf...como a preguiça é boa e vazia!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu iria assim...

Assim como existem homenagens ao soldado desconhecido, eu presto hoje tributo a todos os astronautas que não puderam pisar a Lua porque estavam assim...!

Ó Lua que vais tão alta,redonda que nem um tamanco, ó Manel traz cá a escada que eu não chego lá com o banco...ah,ah,ah!

Memória da minha praia...

A minha praia do Monte ainda tinha areia...

Porque, de momento, a minha praia só pode ser memória...
A praia era um espaço naturalmente presente por estar tão cerca de casa, mas era usufruído na sua plenitude no Verão ou ainda de uma forma mais saborosa e intensa nas férias da Páscoa. E a muralha era o espaço do passeio ,das cantorias com o pai quando este entoava “ ó pistotira ó pistotira”e nós cantávamos e saltávamos à sua volta.
Chegava-se à praia num ápice. Descia-se a rua, atravessava-se a marginal, penetrava-se no túnel, mesmo a tempo de fazer ecoar o eco quando o comboio passava por cima naquele instante, e ...cheirava logo a maresia. E lá estavam as ondas, o mar! E saltávamos para a areia…e começava a alegria, a brincadeira.
Ia-se à praia na época de Verão – Junho, Julho e Agosto. Setembro era já o tempo das chuvadas e trovoadas…e das marés vivas, um perigo para a maioria das pessoas. Que naquela época poucas sabiam nadar…!
Era só no Verão que se procurava o fato de banho, a toalha, os baldes ,pás e o… prego, se o conseguíssemos encontrar! Cremes para o corpo não os tínhamos! Então era ver quem conseguia tirar maiores tiras de pele das nossas costas queimadas pelo sol!
Na praia era a brincadeira com a areia, a construção de castelos ,de túneis, de barcos e as corridas, o ringue.Ah e o apanhar dos camarões, burriés e mexilhões! E depois o mar…!Á beira mar era um rosário de choros infantis. A maioria das crianças, pela sua pouca habituação, temiam o mar ,as ondas ,o frio. Os pais por seu turno achavam que uma ida à praia obrigava a saudáveis banhos de mar. E o senhor banheiro estava lá para com segurança dar um mergulho às crianças …
Também eu chorei com certeza com os mergulhos forçados que me foram dados pela amiga D.Isabel…mas depois do medo ficou um amor profundo e o devido respeito ao meu mar. ( a continuar...!)