sexta-feira, 6 de março de 2009

Périplo pela raia nordestina. Novo dia!











Antes de se dar o salto para o país, ( ia dizer irmão, mas não, tem de ser) país vizinho, um saltarico até Boticas. Haviam-nos alertado para a sede deste pequeno concelho. E ficámos encantados com o parque que marginaliza o rio que atravessa a vila, e com a casa do Turismo, velhinho edifício restaurado que se enquadra lindamente neste arranjo . Daqui rumámos a Verin que faz frente a Chaves ,não só geograficamente como do ponto de vista económico. Uma cidade pequena mas com um balanço que nada tem que ver com a vizinha portuguesa. Como cidade galega tinha de ter o seu pulpo. Saboreámo-lo numa típica taverna exclusivamente dedicada a este petisco. Pelas ruas iam passando vários mascarados de todas as idades, que se aprestavam a juntar-se ao grande desfile que se ia realizar pela tarde. ( Em Chaves não se via um único mascarado!) Entre estes deparámos com uns mascarados trajados de modo semelhante aos nossos Caretos. Dali a Alhariz foi um instante. Vila Património da Unesco. No alto de uma pequena colina um restos de um castelo e à volta deste até ao sopé do monte um conjunto de pequenas igrejas românicas, um emaranhado de ruas de traçado medieval que vêm desembocar junto do rio. Sobre este duas,três pontes, mas uma delas a ponte romana destaca-se pela sua beleza. Venha a Alhariz que vai gostar!

quinta-feira, 5 de março de 2009

P.C.P. brasonado!


Que tal ? "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades "... Em Lisboa o "Vitória" de Cassiano Branco, e em Chaves uma pequena casa senhorial, quiçá outrora do Senhor Morgado da Pena... Bom seria se destas casas agora emanasse para todos os portugueses a justiça e a equidade que por certo não esteve muito presente nessas antigas casas..

quarta-feira, 4 de março de 2009

2º Dia do Périplo- Domingo de Carnaval em Podence







Carnaval dos Caretos, em Podence. Com facilidade se chega à aldeia. Uma fila enorme de carros estacionados ao longo da rua mostra que esta terra já está no caminho do destaque! Ouvem se os sons prenunciadores da festança . Ah felicidade, aqui não há sambadas e quejandos, mas sim o som dos chocalhos que vão atraindo os curiosos mais do que os folgazões . E lá surgem os espalhafatosos caretos a cabriolar pela rua fora. O som da música festivaleira , o cheiro das chouriças, morcelas, alheiras e outras simples iguarias que se vendem em bancas instaladas ao longo da rua, encaminham até ao cimo da rua, onde um grande grupo de tamborileiros, fantoches e caretos ,fazem elevar ao máximo o ânimo dos transeuntes. Grande entusiamo e reboliço na Casa do Careto pequena neste dia ,para acolher tantos visitantes. Uma volta à terra dá para ter uma ideia de uma terra que guarda a lembrança da existência de um castelo, de um pelourinho e de outras grandezas e que agora se quer rever na sua igreja do sec. XVIII a restaurar a sua bela talha dourada e retábulos. Cá fora toca a banda, enquanto os caretos dando as suas cusadas às raparigas salteiam pela rua atirando pela borda fora toda a invernia e clamando por uma primavera que irá remoçar a terra e as gentes.

terça-feira, 3 de março de 2009

Homenagem à Dulce Matos

A Dulce...tem graça nunca gostei de a referir como a drª Dulce,porque senti quase de imediato ao tê-la conhecido, hà 3 anos, uma empatia,uma aproximação pouco explicável...na altura! Em pouco tempo tornou-se uma amizade implícita mas cerimoniosa. Admirava-a bastante ainda que fosse um tanto crítica em alguns aspectos das suas aulas e até da sua maneira de ser, mas tinha-lhe uma profunda amizade.

Hoje não há lição.
Resta-nos a recordação...
Bem no fundo do coração!

A Dulce

14 h. Um sorriso.
Os outros, eu, a permuta...
A luta pela cultura,
um derramar de doçura,
uma chama que continua...


Dádiva


Ouçamo-la...
Saltitantes disseminam-se as palavras...
Juntam-se, afastam-se, reunem-se.
Formam um colar que nos enlaça
no poema da vida que se dá...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um périplo ziguezagueante pela raia nordestina










Partir. Lá longe tudo me espera. Chegarei e verei o que nunca ninguém viu como eu! Penetrarei no mundo que ali está como que imutável. E ele será só meu!
Chaves! A cidade foi e está ainda realmente fechada ao progresso. Quem a mantém encerrada num rotineirismo melancólico e atrasado? Onde estão as chaves que poderão abrir esta terra ao desenvolvimento? A recuperação de algumas velhas casas ainda é insuficiente para dar um novo ar ao velho centro histórico. A par de uma casa restaurada, muitas dezenas de outras jazem abandonadas. Um comércio antiquado afasta das lojas os compradores. O velho forte de S.Francisco transformado em interessante hotel defronta-se com o novo e cinzentão casino que dificilmente arrancará os projectados milhões de euros aos vizinhos espanhóis. E os flavienses arrastam-se ao longo dos dias ansiando pelos meses de Verão que lhes trarão os esperançosos doentes nas mágicas águas termais. Um toque de beleza chegou no entanto à cidade .O novo espaço ajardinado ao longo do rio Tâmega, propenso ao descanso e ao desporto, veio dar - lhe certa grandeza e enaltecer ao mesmo tempo a majestosa e velhinha ponte romana. Chaves reserva no entanto um bom segredo - a sua rica gastronomia! Em bons e vários restaurantes encontra-se uma suculenta variedade de pratos cozinhados com cuidado e fazendo apelo aos bons produtos da região. Portanto vale a pena ir a Chaves. Se o ambiente o desmoralizar, dê-lhe novo ânimo com um bom pernil degustado no “Leonel” e regado por um bom vinho de Valpaços, sentir-se-á com novas energias e verá o que o rodeia com olhos mais benévolos e até agradecidos!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval em Podence











Gostei de ir a Podence. Encantei-me com os seus garridos fatos e chocalhos estonteantes; com a Casa do Careto de muito bom gosto e prova de um grande esforço para mostrar e preservar uma tradição, com a sua velhinha igreja que está meia restaurada e à espera de boa sorte para que a obra se complete; deliciei-me com as indicações das pequenas lápides informativas do local onde outrora teria existido um pelourinho, um castelo, uma capela, sinais de recordações que não se querem esquecidas.
Vá a Podence sim. A “Casa do Careto” merece ser visitada! Quanto ao carnaval – que belos fatos , que grandes saltos e que sons tão belos os dos chocalhos!