terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Uma peça estranha,díficil de entender enquanto estamos perante ela. Gosto de entrar na vivência da peça, dos actores quando estou sentada no teatro. Desta vez senti-me de fora. Depois à medida que fui pensando nela fui percebendo-a, ( pelo menos para mim) pois parece-me que o fundamental é que ela nos quer dizer isso mesmo -cada qual percebe o que quer da vida e de quem nos rodeia. Todos estamos representando uns para os outros, encenando um papel agora ,outro depois numa ficção em que o real se confunde constantemente de tal modo que já não se sabe onde está ...e se até ele existe. A nossa existência é um contínuo absurdo...é não é?
domingo, 14 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Dormi...e arrependim ...ó galopim!
Se pudesse atirava
as regras à parede.
Depois,retirava pedaços
de uma e de outra
Formava um puzle
e...brincava!
Punha uma de cabeça
para o ar.
outra às cavalitas
e outra aos pinotes.
...e ficava a mirá-las.
Via-as a gozar com
a minha cara;

via-as troçando
do meu olhar...
Depois deixavam-se
deslizar, pegavam na minha mão
e levavam-me para o seu mundo...
De mim pra tim
( numa noite em que o galopim se riu de mim)
as regras à parede.
Depois,retirava pedaços
de uma e de outra
Formava um puzle
e...brincava!
Punha uma de cabeça
para o ar.
outra às cavalitas
e outra aos pinotes.
...e ficava a mirá-las.
Via-as a gozar com
a minha cara;


via-as troçando
do meu olhar...
Depois deixavam-se
deslizar, pegavam na minha mão
e levavam-me para o seu mundo...
De mim pra tim
( numa noite em que o galopim se riu de mim)
Cais das culturas - uma tertúlia!

Mais uma tertúlia cheia de alegria e do conforto de se sentir amizade , cumplicidade e bem estar. Mais uma vez Dulce Matos juntou à sua volta um grande grupo de amigos que se deliciaram com a presença e palavras do Professor Galopim de Carvalho.A juventude do professor tornou mais leve a maioria dos sexagenários que o ouviram. As suas histórias fizeram soar gargalhadas que nos irão acompanhar nestes dias mais próximos.
Um encontro

À porta da Cruz Vermelha trabalha-se... O senhor (?), na sua oficina ambulante, desviou um rápido olhar do seu trabalho para me conceder autorização para esta foto. Depois reiniciou o seu trabalho de afiar facas. O orçamento se o fez , ignoro . Mas, pelo que oiço, inúmeras pessoas lamentam depois da obra feita o seu elevado custo, lembrando-se dos velhos tempos em que por os miseráveis tostões os galegos afiavam ,tesouras, facas e arranjavam chapéus de chuva. Após o custoso pagamento os clientes afiançam que para a próxima vão ao chinês ( os actuais galegos...até ver!)
Uma obra amiga
Ousar! Este vocábulo tem algo de dúbio( ou...) e de arrojado e fluido ( ar...) .Pois ousei...fazer e mais...
Ousei oferecer a uma amiga uma "obra". A ousadia foi ter o desplante de dar a outrem algo de mim, do meu gosto; ( esta ousadia só se desculpa pela amizade verdadeira...) ; coloquei na dita opera a minha sensibilidade ( só a amizade aceita o sentir dos outros); nela apuz a minha inventiva ( que só e´tolerada por quem tem o espírito e o coração aberto). Portanto amiga, quando o teu olhar a encontrar, vê nela um grande coração imerso na profunda espiritualidade daquele espaço.
Ousar! Este vocábulo tem algo de dúbio( ou...) e de arrojado e fluido ( ar...) .Pois ousei...fazer e mais...
Ousei oferecer a uma amiga uma "obra". A ousadia foi ter o desplante de dar a outrem algo de mim, do meu gosto; ( esta ousadia só se desculpa pela amizade verdadeira...) ; coloquei na dita opera a minha sensibilidade ( só a amizade aceita o sentir dos outros); nela apuz a minha inventiva ( que só e´tolerada por quem tem o espírito e o coração aberto). Portanto amiga, quando o teu olhar a encontrar, vê nela um grande coração imerso na profunda espiritualidade daquele espaço.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O dia da mãe...noutros tempos!

Feriado...e dia especial! De manhã um grande beijinho à mãe e um cartãozinho " Querida mãe, neste dia ,quero dizer que gosto muito de ti e prometo portar-me bem e não fazer maldades...." e depois eram os prepartivos para ir para casa dos avós!
Havia festa em casa ,na rua ,na igreja! Á tarde colocavam-se as colchas nas janelas e varandas e esperava-se que a procissão passasse...O avô ou ia a agarrar o pálio ou à frente da banda que acompanhava a procissão...e eu debruçada na janela suspirava por não poder ir de anjinho....
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